aquele que conta tal fato aos outros nos primeiros dias de setembro atrairá muito dinheiro.
Então, contem a todos. Muitissima sorte!!!
Espero que os chineses estejam certos …
MULTIPLICANDO OS PÃES
“Não basta ser pai. É preciso participar” (famoso slogan publicitário)
Um dos objetivos do Rotary é ser útil à sociedade por meio de ações que auxiliem o bem estar da comunidade.
Além do companheirismo, nosso principal mote é a prestação de serviços comunitários.
Todos os clubes devem ter seus projetos nesse sentido. A arrecadação de fundos é, com certeza, a parte limitadora das ações.
Pela lei do menor esforço, procura-se arrecadar recursos entre os próprios membros dos clubes ou entre clubes do mesmo distrito rotário. O alcance das iniciativas fica limitado.
Esta atuação, quase sem troca com o meio externo, exaure ou reduz a fonte de financiamento de nossos projetos, com certa rapidez.
O fato de um indivíduo fazer parte de um clube de serviços não significa obrigatoriedade ou predisposição para doar seus próprios recursos com freqüência. Afinal, para fazê-lo, não seria necessário entrar para um clube.
Há pessoas que não tem recursos mas, oferecem apenas seu apoio pessoal. É o caso dos que se dedicam a visitar doentes abandonados em hospitais públicos levando-lhes solidariedade e carinho. Esse é o melhor exemplo: a doação de si.
Nosso esforço é a maior contribuição que podemos dar para a melhoria de vida da nossa comunidade. Embora mais trabalhoso que doar bens materiais, é um meio de possibilitar a ampliação de nossa ação. O trabalho conjunto ajuda, ainda, a integrar os membros do clube, fortalecendo o companheirismo.
Poucos fazem parte de clubes de serviço, vários se dispõem a ajudar e muitos não querem ouvir falar em doação. Então, devemos usar nosso trabalho como meio de catalisar a pré-disposição desses alguns e fazer os arredios contribuírem de alguma forma. Diversificar o público alvo é importante para não secar a fonte.
Temos que ser instrumentos permanentes de indução da participação de terceiros, como meio de multiplicar os resultados.
Quem de nós não passou por dificuldades para vender ingressos ou rifas com fins beneficentes? Por que?
Porque os muitos que não gostam de contribuir relutam em participar dessas promoções. Pensam que pagarão de mais por coisas de menos em que sequer estão interessados. Contudo, uma boa promoção pode atrair essas pessoas. É preciso que sintam que vão fazer algo por um preço justo, independentemente da finalidade do evento.
Grandes eventos costumam ser mais produtivos que vários pequenos. Assim, se conseguíssemos doações importantes e as utilizássemos como atrativo para nossos eventos, seria mais fácil promovê-los. As doações recebidas seriam ampliadas mediante nosso esforço. Duas promoções anuais de vulto poderiam render recursos para sustentar nosso projeto comunitário e não “cansariam” nosso círculo de colaboradores.
Olhemos para a história do nosso clube e veremos que as campanhas mais expressivas em termos de resultados foram as que seguiram essa proposição.
Para que nossas ações gerem resultados notáveis, não basta contribuirmos do nosso próprio bolso: temos que mobilizar a sociedade e colocar nosso trabalho como produto a ser doado. Para que alguém receba, alguém tem que doar. Não há milagre!
Tenho minhas idéias para materializar esta proposta. Pretendo detalhá-las no próximo número. Sugestões dos companheiros serão bem vindas.
Colaboração de Alvaro Lima de Araujo, sócio representativo, classificação: engenharia de energias renováveis. RC Brasília Lago Sul. Agosto/2002.
LEI DE LAVOISIER APLICADA À FILANTROPIA
Em artigo anterior e em reunião ordinária do nosso clube, discorri sobre como entendo que devam ser obtidos recursos para programas sociais. Agora, vou tentar consolidar a idéia para ver se conseguimos colocá-la em prática.
A idéia básica em si é: achar um grande doador que abra espaço para, com nosso trabalho e esforço, transformarmos a oportunidade em recursos financeiros. Esse doador não deve e não pode ter grandes despesas e sim, abrir mão de algo que nós nos encarregaríamos de tornar produtivo. Nós, também, não podemos ter grandes despesas.
Nosso trabalho consistiria em buscar a receita com terceiros.
Simples assim! Mas, como?
O exemplo mais imediato que me ocorre é o caso das pré-estréias de filmes.
Como funcionaria a coisa?
Em primeiro lugar, há que se encontrar um “dono” de cinema que se disponha a cedê-lo para a promoção da atividade filantrópica. Ele seria o grande doador. O dia escolhido deve ser um dia de bilheteria normalmente fraca ou uma matinê (fora do horário normal) para que o doador não se importe em ceder sua casa. Ele não pode se sentir prejudicado achando que vai perder muito. As despesas correntes como limpeza, empregados e outras indicadas pelo doador devem ser de responsabilidade do clube para que não o onerem.
Caberia aos membros do clube a tarefa de vender os ingressos a preços preferencialmente de mercado, com pouco ou nenhum acréscimo por ser beneficente. Nossa única obrigação seria encher a casa com o público e arrecadar o dinheiro.
A receita seria facilmente mensurável. As despesas do dono do cinema, também. Então, o resultado dependeria das despesas sob nossa responsabilidade (bilhetes, por exemplo). A venda dos ingressos seria nosso trabalho. Logo, o produto final poderia ser uma parte considerável da promoção, dependendo do tamanho do cinema.
Mas qual é o segredo desse tipo de iniciativa? Porque ela teria mais chances de sucesso que outras?
Talvez, porque o dono do cinema não precise fazer desembolso e possa até promover o filme que vai entrar em cartaz. Ele, simplesmente, deixará de ganhar que é bem diferente de ter que gastar para ajudar os outros. Em dia fraco, jamais haveria uma bilheteria forte, muito menos uma lotação esgotada como deve ser nosso objetivo. Logo, o que ele deixa de ganhar é bem menos do que podemos supor. Nesse dia ele paga seus funcionários, vende pipoca e outras guloseimas e ainda fica bem politicamente pela cessão de seu cinema para filantropia.
Porque haveria boa vontade especial do povo para com este tipo de promoção? Ora, sendo o preço de mercado ou próximo disso, não se pagará mais que o usual. Cada pagante receberá em troca, por valor justo, uma sessão de cinema de filme inédito. Ninguém dependerá de sorte para ganhar o que pagou. Creio que, assim, as pessoas têm mais boa vontade em aceitar uma promoção beneficente. Se alguém fizer “corpo mole”, ainda poderemos usar o mote da caridade para facilitar a venda. Muitos seriam instados a ir ao cinema, coisa que não têm feito por comodidade. Mas já que é algo especial…
E porque, de nossa parte, seria uma promoção de vulto com possibilidade de resultados importantes e que envolveria membros da comunidade não rotariana, ampliando nosso raio de atuação.
Com certeza alguns apreciarão o filme e outros não, por questão de gosto. Mas, certamente, não se arrependerão de ter participado da promoção.
Outras iniciativas análogas poderiam ser a promoção de shows de música ou uma ida a um parque de diversões. Os artistas e o teatro ou o dono do parque teriam que ser os doadores. As despesas básicas e o trabalho de venda de ingressos seriam do clube.
Uma vantagem a mais que parece haver nestes tipos de promoção é que elas podem ser cíclicas, com periodicidade que não sature o “mercado”. Algumas delas podem ocorrer defasadas no mesmo ano, por exemplo, por serem diferentes. Com sorte, essas promoções podem virar rotina, identificando o trabalho do clube e facilitando o desenvolvimento das nossas ações junto à comunidade. Deixaríamos de ter arrecadações esporádicas.
Enfim, as pessoas se sensibilizam em ajudar aos mais necessitados. Contudo, a maioria não gosta de gastar dinheiro somente para fazer o bem.
Segundo Lavoisier, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Se tivermos que pagar a cada um pela sua participação, o “lucro” será irrisório. Então, temos que partir de alguma grande “doação” para poder transformá-la em recursos financeiros com nosso trabalho.
Colaboração de Alvaro Lima de Araujo, sócio representativo, classificação: engenharia de energias renováveis. RC Brasília Lago Sul. Novembro/2002.
O DESAFIO DE ARRACADAR FUNDOS PARA BENEFICÊNCIA – CONVITE PARA PARTICIPAR
Antes deste artigo, eu escrevi outros dois abordando o mesmo assunto visando provocar a discussão para encontrarmos um caminho interessante e, quem sabe, novo, para arrecadar fundos para nossas obras beneficentes.
Como já devo ter dito anteriormente, conseguir recursos para esse fim requer que estejamos sempre pedindo aos amigos e conhecidos que colaborem com os mais necessitados. Nessas ocasiões, invariavelmente, acabamos pedindo dinheiro a essas pessoas que, por sua vez colaboram só para não ficar mal. Se nosso clube for muito atuante, correremos o risco de virar pedintes indesejados de forma que nossos conhecidos tendam a se afastar preventivamente ante a nossa aproximação para escapar do pedido.
Lembro bem de um tal de irmão Pedro lá do Rio de Janeiro, na década de 60 ou 70, que era só vermos a cara dele na TV que já mudávamos de canal. Invariavelmente, lá estava ele pedindo colaboração para suas obras de caridade.
O fato é que não importa se o motivo é nobre. O povo odeia mexer no bolso para despesas em que ele tem que colaborar por vergonha de dizer não.
Pois bem, como diriam os televendedores de hoje em dia, seus problemas acabaram.
Nosso companheiro Geissler, certamente o maior arrecadador de fundos do clube, fez uma proposta que me pareceu o ovo de Colombo da filantropia.
Há muitas reuniões, ele sugeriu que promovêssemos uma corrida de rua.
Qual a novidade disto?
Já que eu não sou esportista, fui investigar como funcionava essa modalidade de esporte tão em moda atualmente. Como principal atrativo para fazê-la beneficente, verifiquei que, ao contrário de ter que ir atrás das pessoas pedindo para colaborarem, elas viriam até nós por conta própria. E não apenas uns poucos mas centenas, talvez milhares. Da mesma forma, a obtenção de patrocinadores seria muito facilitada.
Eu me dispus a dar o primeiro passo para concretizar essa sugestão. Continuei estudando o assunto e constatei que seria uma pena não promovermos uma corrida de rua.
Preparei, então, um “brain storm” sobre o assunto que divulguei a alguns companheiros que se dispuseram a participar desta empreitada mas não atingimos a dedicação necessária para tornarmos realidade esse evento.
Por isso, convido os companheiros que se interessem pelo assunto e se disponham a “entrar de cabeça” nesta proposta que se comuniquem comigo. Formaremos um grupo para planejar as ações a serem desenvolvidas.
Garanto que vai ser gratificante, as possibilidades são interessantes e será um divisor de águas na forma de promovermos a arrecadação de fundos.
Na execução do que planejarmos, poderá haver a participação de todos os membros do clube, o que certamente fortalecerá nosso companheirismo.


